THFM – primeira porta

Este post contém spoilers de The House in Fata Morgana.

Esse post contém spoilers consideráveis de The House In Fata Morgana.

Terminei a história da primeira porta de The House in Fata Morgana e comento minhas impressões neste post.

A primeira história é bem trágica e um tanto desconfortável. O conflito central acontece em 1603 e gira em torno dos afetos de Mell e Nellie, um casal de irmãos herdeiros da família Rhodes, dona da Rose Manor – a tal casa na Fata Morgana.

Mell (17) é um jovem moço que se prepara para um dia assumir a liderança da família Rhodes. Até então não demonstrara interesse no sexo oposto, mas isso muda com a chegada de uma nova criada de pele pálida e olhos vermelhos por quem Mell se apaixona a primeira vista.

Nellie (14) é a irmã mais nova de Mell e nutre profundo carinho pelo irmão – mais tarde é revelado que este carinho na verdade é amor romântico e após ser rejeitada pelo irmão, Nellie tem uma crise psicótica que desencadeia o clímax da história.

A criada por quem Mell se apaixona não tem idade nem nome revelados, ela vem de uma família misteriosa e parece desconfortável em todas as interações com Mell e Nellie.

Durante a história é revelado que o pai da moça de cabelos brancos era um pintor que trabalhou para a família Rhodes mas que foi enxotado pelos patronos, lançando-o na pobreza. Ele e a filha passaram a vida rumando de cidade em cidade em parte para que o pai da moça pudesse encontrar trabalho, em parte por conta da aparência da moça que fazia surgirem rumores dela ser uma bruxa. Prestes a morrer, o pai da moça a entrega à família Rhodes que a acolhe como criada, mesmo sem experiência e sem vir de uma boa família.

Não comento o clímax da história (o conflito se agrava consideravelmente). Entretanto, um quadro supostamente de Nellie e Mell ainda crianças trás respostas sobre o passado e sobre a moça de cabelos brancos. Esse quadro foi pintado pelo pai da moça de cabelos brancos. A forma como a informação é descoberta me pareceu conveniente. Não sei se isso será endereçado mais adiante, mas me pareceu que Nellie recebeu a informação que ela precisava receber no momento em que precisava receber.

De resto, a história é interessante, bem triste e trágica. Tenho a impressão que a história não precisava ser tão longa. Os diálogos contando, recontando, e explicando o que acontecia poderiam ter sido reduzidos.

Fechei a primeira porta com aproximadamente 3 horas de jogo e, salvo engano, fiz uma única escolha que me parece inconsequente.

Neste ponto da história eu assumo o ponto de vista de um personagem que não lembra quem é mas que é chamado de “Master” por uma criada que ele não lembra o nome. A criada nos apresenta a casa. Atrás de cada porta há uma história e ao que me parece o player presencia os eventos da história mas a criada controla o que vemos e quem acompanhamos. Resta saber qual é que é dessa criada.

Eu esperava mais elementos sobrenaturais, esperava mais horror. O conflito trágico, bem pé-no-chão, me agrada mais do que monstros sobrenaturais fazendo as pessoas ficarem malucas. Foi uma feliz surpresa, mas não era bem o que eu esperava do jogo.

As ilustrações do jogo são lindíssimas e a música é imersiva, mas parece meio amadora. O texto parece meio pretencioso às vezes, principalmente quando tenta imitar falas da época


Abri a segunda porta e imediatamente temos uma hsitória que lida diretamente com uma criatura sobrenatural. Está mais alinhado com o que eu tinha lido sobre o jogo, veremos se é bom.